Pará perde o jornalista Raimundo José Pinto


Da Redação
Agência Pará

O jornalista paraense Raimundo José de Faria Pinto, 56 anos, faleceu na noite desta quinta-feira (3), em um hospital de Belém, vítima de câncer. Nascido em Santarém, Raimundo Pinto foi um dos mais importantes jornalistas de sua geração. Foi presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Pará, eleito em 1992. Nos últimos anos, era editor do site Pará Negócios, voltado à cobertura de assuntos econômicos, sociais e políticos na Amazônia.

Ao reconhecer a importância e a seriedade do trabalho realizado pelo jornalista em 38 anos de plena atividade, o Governo do Pará manifesta seu profundo pesar à família, amigos e admiradores de Raimundo José.

A paixão pela reportagem, vivenciada em vários jornais do país, foi a grande motivação de uma carreira iniciada em 1971, no jornal "A Província do Pará", na época um dos mais importantes do Estado. De 1975 a 1993 foi correspondente em Belém dos jornais "O Estado de S. Paulo" e "Jornal da Tarde", e da revista "Visão" a partir de 1978.

Trabalhou como repórter do jornal "O Liberal" em 1976. Foi repórter e editor do jornal "O Estado do Pará", no período de 1977 a 1980, e editor do jornal alternativo "Bandeira 3". Trabalhou como repórter e editor da Sucursal do jornal "Gazeta Mercantil" em Belém, de 1996 a 2004. Como assessor de imprensa, atuou na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), de 1981 a 1989, e na assessoria de comunicação do Governo do Pará em dois períodos - de 1995 a 1996 e de 2003 a 2004.

A larga experiência no mundo da reportagem Raimundo registrou no livro "Repórter", editado em 1995. Também foi co-autor dos livros "Panará - a volta dos índios gigantes", publicado em 1997 pelo Instituto Socioambiental, e "O Novo Brasil", editado em 2002 pela Editora Nobel.

O trabalho de Raimundo José Pinto alcançou reconhecimento nacional com o Prêmio Esso de Jornalismo, que ele ganhou em 1976 pelo jornal "O Estado de S. Paulo", e quando recebeu Menção Honrosa do Prêmio Esso em 1977 pela série de reportagens "Amazônia, a ocupação ilegal", também publicada no "Estadão". No Pará, Raimundo ganhou o Prêmio Aimex de Jornalismo em 2003, 2004 e 2005.

Raimundo Pinto era casado com a jornalista Sílvia Sales e tinha três filhos.

Secom

Foto: David Alves/Agência Pará

3 commentaires:

luciane fiuza disse...

Eduardo, obrigada pela visita. O jornalismo paraense está de luto por esta irreparável perda. Esse texto, segundo me falaram, foi escrito pela Socorrinho, cunhada de Raimundo Pinto, e entrou pouco depois da meia noite no site da Agência Pará (onde trabalho), que pela manhã publicou mais uma nota de pesar, a qual ficou boa parte do dia na manchete da página do portal do governo do Estado. A foto que usei na postagem foi retirada do nosso arquivo de fotos: http://www.agenciapara.com.br/fotos_new.asp?id_foto=23776
Conheço a trajetória do seu tio, mas, pessoalmente, só o vi uma vez, em 2004, quando recebeu o Prêmio Aimex de Jornalismo, quando eu (então estagiária do Amazônia Jornal) e uma repórter do Diário recebemos premiações por indicações de matérias sobre sustentabilidade. Ele discursou, na ocasião, falando sobre o tema da sua matéria, publicada no jornal Diário do Pará e, em seguida, fui parabenizá-lo na sua mesa. Eu recebia a news letter da Pará Negócios, que, como li por aí, foi um sonho acalentado e realizado por ele. Vi a referência que o Diário do Pará fez, ontem, e achei pequena perto do que representou para o jornalismo paraense, entretanto, espero que posteriormente haja nova manisfestação por parte da imprensa local. Também acompanhei muitos blogs com postagens e depoimentos de amigos e jornalistas (Flanar, Espaço Aberto, Barata...), bem como a nota de pesar do Sindicato dos Jornalistas. Como disse para a Socorro, desejo que os anjos estejam com toda a família nesta hora tão difícil. Meus sentimentos. Luciane.

Anônimo disse...

http://bebadogonzo.blogspot.com/2009/09/raimundo-pinto-um-grande-cara.html

L Λ v Z x η disse...

Saludos Eduardo!!!

Abrazo!